O Amanhã é poesia, é cor, é forma
É o que se dá sem se ver
É o que se sente, antes de sentir
É encantador déja-vù
É dor que não existe
É ansiedade sem motivo
É amor sem razão
É odio sem início
É tempo que não temos
E insistimos em querer
É imaginação fértil
É sofrer sem temer
E arco-iris preto e branco
É oceano sem águas
É coisa da gente
Que ninguém mais tem
É fantasia, magia, espiral
É eterno, infinito, majestoso e coloquial
É criança que brinca no mar
É adulto que chora sem querer
É a prova que somos fracos
É impossível de viver
É impossível de prever
É sol no canto da folha
É bicho do mato
É gato angorá
É vivo sem ter vida
É o que não existe e planeja
Muda, conquista
É o que a gente cisma em viver
Sem que ele sequer exista
É coisa que nunca chega
É lagrima que nunca cai
É sorriso que nunca sai
É vento sudoeste
É dia de sol, é perfume campestre
É lindo estranho
Adoravel presente
Que sempre se encontra ausente
Terrível maldição
Ou inacreditável benção desmerecida
É calmaria nervosa
É ócio sem medida
É apenas mais um nascer do sol
Que a gente sempre deixa pra amanhã
É corda de violão
É brincadeira, riso e graça
É quem nunca chega
É quem nunca parte
É rosa, lírio e canção
É apenas o Amanhã
Que se descreve por uma palavra
Imaginação.
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